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1 ano, 12 meses, 365 dias.

Hoje faz 1 ano que sai de novo da minha zona de conforto na esperança de encontrar experiências novas, mais conhecimento, desafios e afins.

12 meses de muitas mudanças e algumas provações . Emigrar é difícil. Você sai da casa que demorou anos a montar com os móveis que você gosta, com a louça bonitinha que você escolheu a dedo, com o armário feito por medida para caber todas as suas coisas como você sempre imaginou para um lugar desconhecido, onde você não tem as suas referências, onde nem sequer a língua é a mesma e você nem sabe muito bem o que vai encontrar. 

Emigrar é um desejo muito grande de melhorar. Seja a sua vida financeira, sua vida pessoal ou profissional, você não muda pensando que vai para pior. E isso gera expectativa. E a realidade é dura. Faz frio, chove muito, anoitece muito cedo. É um esforço enorme você adaptar o cérebro a falar outra língua todo o santo dia. O corpo demora algum tempo a entender que a realidade agora é outra, que o conforto do lar não existe mais e que todos os seus amigos estão em outro país e que apesar de toda a tecnologia, umas palavras bonitas no messenger ou via Skype nem sempre são suficientes. 

Mas aí o tempo passa. O Inverno acaba. Você encontra um trabalho que gosta. A Primavera começa a aparecer e de repente alguém te pergunta alguma coisa na rua e você sabe exatamente onde é e explica direitinho como chegar e como num piscar de olhos você se sente em casa. E algumas coisas começam a fazer sentido. E o corpo já se habitou aos novos estímulos e o cérebro já não estranha a diferença de língua e age normalmente como sempre fez. 

E às vezes a saudade aperta. E você revira as suas memórias e se conforta com aquilo que já viveu de bom e aceita que a escolha foi sua e tem como voltar atrás se tudo der errado mas só que você não quer voltar atrás. Porque a experiência é boa demais, enriquecedora demais, divertida demais. 

E aí você começa a pensar no futuro e em tudo aquilo que ele pode te trazer de bom. E as certezas começam a aparecer e quando você se dá conta está escrevendo um texto para o blog para assinalar que faz hoje 365 dias que você saiu da sua zona de conforto na esperança de encontrar experiências novas, mais conhecimento, desafios e afins. 

Pela Internet #9

O Verão por aqui tem sido bom. É diferente mas bom. Não há pés na areia, Santos Populares, sardinhas e caracóis. Não há noite que fervem nem festivais de Verão. Não esplanadas cheia e imperiais nos moradouros. Mas há muito para fazer, ver e descobrir. Há parques cheios, há mercados de comida e bebida por todo o lado. Há Londres cheia de turistas e com uma luz quase tão bonita como a de Lisboa. Um dia de sol em Londres é como uma dádiva do universo.
Este foi o primeiro Verão em 14 anos que não tive férias de Verão. É bem verdade que há 2 anos seguidos que não passo o Verão a trabalhar mas também não estive de férias. Mas não tenho do que me queixar. Há sol, há saúde e há dinheiro para o que é preciso e isso tudo combinado é muito mais do que podemos pedir.
De qualquer forma não vim aqui falar do tempo. O mundo está do avesso e há dias que me perco com tanta informação. O que me alegra é ter a certeza que apesar de tudo o que se passa neste nosso mundo ainda há muita coisa boa para ver, ler, ouvir e obviamente partilhar.
Há quem acumule coisas e eu acumulo textos e artigos para ler. Assim como livros.
Vou clicando em salvar em tudo aquilo que me interessa e depois vejo-me grega para arranjar tempo para ler tudo e manter-me informada.
Ao longo das últimas semanas ou talvez meses guardei alguns links que andavam a circular pela internet. Hoje, feriado por aqui em terras de sua majestade, me dediquei a ler alguns e achei que valiam tanto a pena que tive que vir aqui partilhar as minhas leituras.

Espero que gostem :)

Aquele abraço

Every Vote Counts

A powerful speech

On being a feminist

Photographing the real Barack Obama

Agosto, águas mil.

É sempre nos momentos mais bizarros que descobrimos que em algum momento a nossa vida mudou, que não somos mais os mesmos, que algures no tempo e espaço a ordem das coisas mudou e que por mais que isso te possa incomodar, simplesmente não incomoda mais.

Não fiquem já preocupados que este texto é única e simplesmente sobre o o tema de conversa mais recorrente em Inglaterra. O tempo.

Agosto sempre foi para mim, o mês de Verão, o mês das férias, o mês da praia, o mês dos festivais. O mês pelo qual se espera para ter dias mais longos e noites mais quentes.

Agosto chegou em Inglaterra com chuva. Promessa de uma semana completa de chuva, temperaturas mais baixas e dias muito cinzentos.

Quando decidi mudar falamos muito sobre o tempo. Preparei-me mentalmente para isto e tinha a certeza que seria ultrapassável. Sempre gostei de praia, de calor, de dias intermináveis. Mas de alguma forma convenci-me que o tempo não podia  influenciar o meu dia a dia. Não queria, aos 34 anos, estar a tomar decisões baseadas no tempo. Se chove ou não chove.  E incrivelmente estava certa.

Por mais que queira dizer mal deste tempo, não consigo. É bom, é acolhedor e chega a ser reconfortante quando ouvimos falar das florestas a arder por todo lado e das ondas de calor que chegam a matar. É típico e faz parte da viagem.

Descobrir que algures no tempo o meu corpo e a minha mente se juntaram para me deixar confortável com o mundo à minha volta. É estranho e ao mesmo tempo assustador. A ideia que conseguimos nos mentalizar e habituar a tudo é tão boa quanto estranha.

Mas não deixa de ser uma forma do universo nos mostrar o caminho, nem seja simplesmente o tornando um bocadinho mais fácil do que pensavamos que seria.



Brexit, e agora?

O assunto é incontornável. A Grã-Bretanha decidiu democraticamente sair da UE. 

Era um resultado que eu esperava? Não! Mas sempre foi um resultado possível. Isto vem sendo discutido há anos e anos. Não é prorpriamente algo novo. 

Aliás, não me espanta nada esta opção. Não podemos esquecer que apesar de pertencer ao grupo, a Grã-Bretanha nunca colocou a possibilidade de aderir ao Euro (a moeda).

Sempre fizeram questão de manter a sua individualidade nesta era global. 

Se eu pudesse votar, votaria obviamente pela permanência. Mas há algo que muitos anos fora do meu país me ensinou. Respeitar a opnião alheia é fundamental para uma sociedade saudável. 

É óbvio também que esta votação foi baseada maioritariamente na questão imigração e que quase com toda a certeza muitos não entendem e nem procuraram entender a extensão das consequências do seu voto. 

Mas existem sempre dois lados da mesma história e é preciso entender que o desejo é de mudança e mesmo que o resultado vá contra aquilo  que acredito, sei que é preciso aceitar. 

Sei também que as mudanças não acontecerão de um dia para o outro. Há tempo para todos se adaptarem e se organizarem com está nova realidade. 

Também não acredito que os ingleses querem por todos para fora.

Este é um país que sempre recebeu muita gente de fora, sempre lhes deu trabalho, benefícios e muito mais. E continuará a dar. Será provavelmente um pouco mais difícil. Com mais regras. Talvez com mais organização. 

A verdade é que ninguém sabe o que vai acontecer. O momento é de incerteza mas também de mudança. E as mudanças muitas vezes são boas. 

Os imigrantes saem do conforto do seu país, da sua casa, para longe da sua família com a esperança de uma vida melhor.

 Acreditam que mudar será bom. 

O meu conselho é que mantenham essa esperança para os novos tempos que se aproximam. 

Magazines

A revista Blogosphere é uma publicação escrita por bloggers para bloggers e para toda a comunidade das redes sociais.



Está divididas em várias partes como beleza, moda, comida, viagens, lifestyle, fotografia, parentalidade e artes. No fundo é uma selecção do que há de melhor na blogosfera. 



Para além disso, tem entrevistas e vários artigos com dicas e reviews que podem agradar a todos. 



Para quem tem um blog, quer começar um blog ou apenas se interesse pelo assunto é quase como ter uma compilação de blogs em formato de revista. 

Já algum tempo que queria comprar a revista, inclusivamente queria a edição anterior porque a entrevista era com uma das minhas bloggers inglesas preferidas a Lilly Pebbles mas não consegui encontrar em lado nenhum. 

Mas finalmente a revista chegou cá em casa, no dia dos meus anos. 



É uma daquelas revistas para ter ao lado da cama, ir lendo aos poucos, assim como forma de inspiração ou mesmo só para dicas simples. 

O formato da revista também é perfeito, não é muito grande nem muito pequena, não é muito pesada e parece ser feita com material reciclado. 



Gostei bastante e valeu bem as £5 que paguei por ela. 

E vocês, quais as revistas que gostam de ler? Algum sugestão? 

Shake Shack

Se há coisa neste mundo que me faz sorrir é comer bem. O simples ritual de sair para almoçar/lanchar/jantar já me alegra. Sempre foi assim e sempre será! 

Outro ponto fraco serão os hamburgers com batatas fritas. Novamente, desde pequena, era o que me fazia feliz. 

O Shake Shack estava na minha lista há algum tempo. Ontem foi dia. 

Como sempre o tempo em Londres é bipolar e o dia começou mais ou menos, choveu durante a tarde e de repente fez sol. 

Mas passamos o dia em Covent Garden e foi delicioso. 









Eu como um pinto no lixo :)