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Lisboa, meu amor.

Lisboa. 

Voltar a casa. Ver os amigos. Tratar da papelada pendente. Vender o carro. Ver o apartamento. 

5 dias. Pouco tempo. Muitos planos. 

Vi toda as minhas pessoas. Abracei muito. Comi mais do que devia.

Foi intenso mas foi bom. 

Já devia ter escrito sobre isto há mais tempo. 

Mas como um velho cliché, o tempo é escasso e voltar às rotinas é bom mas também cansativo. 

Até já Lisboa. 


1 ano, 12 meses, 365 dias.

Hoje faz 1 ano que sai de novo da minha zona de conforto na esperança de encontrar experiências novas, mais conhecimento, desafios e afins.

12 meses de muitas mudanças e algumas provações . Emigrar é difícil. Você sai da casa que demorou anos a montar com os móveis que você gosta, com a louça bonitinha que você escolheu a dedo, com o armário feito por medida para caber todas as suas coisas como você sempre imaginou para um lugar desconhecido, onde você não tem as suas referências, onde nem sequer a língua é a mesma e você nem sabe muito bem o que vai encontrar. 

Emigrar é um desejo muito grande de melhorar. Seja a sua vida financeira, sua vida pessoal ou profissional, você não muda pensando que vai para pior. E isso gera expectativa. E a realidade é dura. Faz frio, chove muito, anoitece muito cedo. É um esforço enorme você adaptar o cérebro a falar outra língua todo o santo dia. O corpo demora algum tempo a entender que a realidade agora é outra, que o conforto do lar não existe mais e que todos os seus amigos estão em outro país e que apesar de toda a tecnologia, umas palavras bonitas no messenger ou via Skype nem sempre são suficientes. 

Mas aí o tempo passa. O Inverno acaba. Você encontra um trabalho que gosta. A Primavera começa a aparecer e de repente alguém te pergunta alguma coisa na rua e você sabe exatamente onde é e explica direitinho como chegar e como num piscar de olhos você se sente em casa. E algumas coisas começam a fazer sentido. E o corpo já se habitou aos novos estímulos e o cérebro já não estranha a diferença de língua e age normalmente como sempre fez. 

E às vezes a saudade aperta. E você revira as suas memórias e se conforta com aquilo que já viveu de bom e aceita que a escolha foi sua e tem como voltar atrás se tudo der errado mas só que você não quer voltar atrás. Porque a experiência é boa demais, enriquecedora demais, divertida demais. 

E aí você começa a pensar no futuro e em tudo aquilo que ele pode te trazer de bom. E as certezas começam a aparecer e quando você se dá conta está escrevendo um texto para o blog para assinalar que faz hoje 365 dias que você saiu da sua zona de conforto na esperança de encontrar experiências novas, mais conhecimento, desafios e afins. 

Pela Internet #9

O Verão por aqui tem sido bom. É diferente mas bom. Não há pés na areia, Santos Populares, sardinhas e caracóis. Não há noite que fervem nem festivais de Verão. Não esplanadas cheia e imperiais nos moradouros. Mas há muito para fazer, ver e descobrir. Há parques cheios, há mercados de comida e bebida por todo o lado. Há Londres cheia de turistas e com uma luz quase tão bonita como a de Lisboa. Um dia de sol em Londres é como uma dádiva do universo.
Este foi o primeiro Verão em 14 anos que não tive férias de Verão. É bem verdade que há 2 anos seguidos que não passo o Verão a trabalhar mas também não estive de férias. Mas não tenho do que me queixar. Há sol, há saúde e há dinheiro para o que é preciso e isso tudo combinado é muito mais do que podemos pedir.
De qualquer forma não vim aqui falar do tempo. O mundo está do avesso e há dias que me perco com tanta informação. O que me alegra é ter a certeza que apesar de tudo o que se passa neste nosso mundo ainda há muita coisa boa para ver, ler, ouvir e obviamente partilhar.
Há quem acumule coisas e eu acumulo textos e artigos para ler. Assim como livros.
Vou clicando em salvar em tudo aquilo que me interessa e depois vejo-me grega para arranjar tempo para ler tudo e manter-me informada.
Ao longo das últimas semanas ou talvez meses guardei alguns links que andavam a circular pela internet. Hoje, feriado por aqui em terras de sua majestade, me dediquei a ler alguns e achei que valiam tanto a pena que tive que vir aqui partilhar as minhas leituras.

Espero que gostem :)

Aquele abraço

Every Vote Counts

A powerful speech

On being a feminist

Photographing the real Barack Obama

Agosto, águas mil.

É sempre nos momentos mais bizarros que descobrimos que em algum momento a nossa vida mudou, que não somos mais os mesmos, que algures no tempo e espaço a ordem das coisas mudou e que por mais que isso te possa incomodar, simplesmente não incomoda mais.

Não fiquem já preocupados que este texto é única e simplesmente sobre o o tema de conversa mais recorrente em Inglaterra. O tempo.

Agosto sempre foi para mim, o mês de Verão, o mês das férias, o mês da praia, o mês dos festivais. O mês pelo qual se espera para ter dias mais longos e noites mais quentes.

Agosto chegou em Inglaterra com chuva. Promessa de uma semana completa de chuva, temperaturas mais baixas e dias muito cinzentos.

Quando decidi mudar falamos muito sobre o tempo. Preparei-me mentalmente para isto e tinha a certeza que seria ultrapassável. Sempre gostei de praia, de calor, de dias intermináveis. Mas de alguma forma convenci-me que o tempo não podia  influenciar o meu dia a dia. Não queria, aos 34 anos, estar a tomar decisões baseadas no tempo. Se chove ou não chove.  E incrivelmente estava certa.

Por mais que queira dizer mal deste tempo, não consigo. É bom, é acolhedor e chega a ser reconfortante quando ouvimos falar das florestas a arder por todo lado e das ondas de calor que chegam a matar. É típico e faz parte da viagem.

Descobrir que algures no tempo o meu corpo e a minha mente se juntaram para me deixar confortável com o mundo à minha volta. É estranho e ao mesmo tempo assustador. A ideia que conseguimos nos mentalizar e habituar a tudo é tão boa quanto estranha.

Mas não deixa de ser uma forma do universo nos mostrar o caminho, nem seja simplesmente o tornando um bocadinho mais fácil do que pensavamos que seria.



Brexit, e agora?

O assunto é incontornável. A Grã-Bretanha decidiu democraticamente sair da UE. 

Era um resultado que eu esperava? Não! Mas sempre foi um resultado possível. Isto vem sendo discutido há anos e anos. Não é prorpriamente algo novo. 

Aliás, não me espanta nada esta opção. Não podemos esquecer que apesar de pertencer ao grupo, a Grã-Bretanha nunca colocou a possibilidade de aderir ao Euro (a moeda).

Sempre fizeram questão de manter a sua individualidade nesta era global. 

Se eu pudesse votar, votaria obviamente pela permanência. Mas há algo que muitos anos fora do meu país me ensinou. Respeitar a opnião alheia é fundamental para uma sociedade saudável. 

É óbvio também que esta votação foi baseada maioritariamente na questão imigração e que quase com toda a certeza muitos não entendem e nem procuraram entender a extensão das consequências do seu voto. 

Mas existem sempre dois lados da mesma história e é preciso entender que o desejo é de mudança e mesmo que o resultado vá contra aquilo  que acredito, sei que é preciso aceitar. 

Sei também que as mudanças não acontecerão de um dia para o outro. Há tempo para todos se adaptarem e se organizarem com está nova realidade. 

Também não acredito que os ingleses querem por todos para fora.

Este é um país que sempre recebeu muita gente de fora, sempre lhes deu trabalho, benefícios e muito mais. E continuará a dar. Será provavelmente um pouco mais difícil. Com mais regras. Talvez com mais organização. 

A verdade é que ninguém sabe o que vai acontecer. O momento é de incerteza mas também de mudança. E as mudanças muitas vezes são boas. 

Os imigrantes saem do conforto do seu país, da sua casa, para longe da sua família com a esperança de uma vida melhor.

 Acreditam que mudar será bom. 

O meu conselho é que mantenham essa esperança para os novos tempos que se aproximam. 

Magazines

A revista Blogosphere é uma publicação escrita por bloggers para bloggers e para toda a comunidade das redes sociais.



Está divididas em várias partes como beleza, moda, comida, viagens, lifestyle, fotografia, parentalidade e artes. No fundo é uma selecção do que há de melhor na blogosfera. 



Para além disso, tem entrevistas e vários artigos com dicas e reviews que podem agradar a todos. 



Para quem tem um blog, quer começar um blog ou apenas se interesse pelo assunto é quase como ter uma compilação de blogs em formato de revista. 

Já algum tempo que queria comprar a revista, inclusivamente queria a edição anterior porque a entrevista era com uma das minhas bloggers inglesas preferidas a Lilly Pebbles mas não consegui encontrar em lado nenhum. 

Mas finalmente a revista chegou cá em casa, no dia dos meus anos. 



É uma daquelas revistas para ter ao lado da cama, ir lendo aos poucos, assim como forma de inspiração ou mesmo só para dicas simples. 

O formato da revista também é perfeito, não é muito grande nem muito pequena, não é muito pesada e parece ser feita com material reciclado. 



Gostei bastante e valeu bem as £5 que paguei por ela. 

E vocês, quais as revistas que gostam de ler? Algum sugestão?