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App queridinha do meu coração!

O Instagram é a minha app preferida. E é por lá que  mostro o meu dia a dia, o que vejo, o que visto, o que como e por onde ando.

É a app que mais tem a minha cara, na qual mais perco tempo, onde procuro inspiração, por onde viajo sem sair do lugar e até mesmo onde faço alguns planos. 

Já me seguem por lá? 




Café Society

Estava na minha lista há meses. 
Adoro como todos os filmes do Woody Allen têm a cara do Woody Allen. 
Adoro como os temas são simples e com o qual todos nós nos identificamos e mesmo assim são filmes que nos fazem sorrir. 
Café Society não é diferente. E eu adorei. 










Lisboa, meu amor.

Lisboa. 

Voltar a casa. Ver os amigos. Tratar da papelada pendente. Vender o carro. Ver o apartamento. 

5 dias. Pouco tempo. Muitos planos. 

Vi toda as minhas pessoas. Abracei muito. Comi mais do que devia.

Foi intenso mas foi bom. 

Já devia ter escrito sobre isto há mais tempo. 

Mas como um velho cliché, o tempo é escasso e voltar às rotinas é bom mas também cansativo. 

Até já Lisboa. 


1 ano, 12 meses, 365 dias.

Hoje faz 1 ano que sai de novo da minha zona de conforto na esperança de encontrar experiências novas, mais conhecimento, desafios e afins.

12 meses de muitas mudanças e algumas provações . Emigrar é difícil. Você sai da casa que demorou anos a montar com os móveis que você gosta, com a louça bonitinha que você escolheu a dedo, com o armário feito por medida para caber todas as suas coisas como você sempre imaginou para um lugar desconhecido, onde você não tem as suas referências, onde nem sequer a língua é a mesma e você nem sabe muito bem o que vai encontrar. 

Emigrar é um desejo muito grande de melhorar. Seja a sua vida financeira, sua vida pessoal ou profissional, você não muda pensando que vai para pior. E isso gera expectativa. E a realidade é dura. Faz frio, chove muito, anoitece muito cedo. É um esforço enorme você adaptar o cérebro a falar outra língua todo o santo dia. O corpo demora algum tempo a entender que a realidade agora é outra, que o conforto do lar não existe mais e que todos os seus amigos estão em outro país e que apesar de toda a tecnologia, umas palavras bonitas no messenger ou via Skype nem sempre são suficientes. 

Mas aí o tempo passa. O Inverno acaba. Você encontra um trabalho que gosta. A Primavera começa a aparecer e de repente alguém te pergunta alguma coisa na rua e você sabe exatamente onde é e explica direitinho como chegar e como num piscar de olhos você se sente em casa. E algumas coisas começam a fazer sentido. E o corpo já se habitou aos novos estímulos e o cérebro já não estranha a diferença de língua e age normalmente como sempre fez. 

E às vezes a saudade aperta. E você revira as suas memórias e se conforta com aquilo que já viveu de bom e aceita que a escolha foi sua e tem como voltar atrás se tudo der errado mas só que você não quer voltar atrás. Porque a experiência é boa demais, enriquecedora demais, divertida demais. 

E aí você começa a pensar no futuro e em tudo aquilo que ele pode te trazer de bom. E as certezas começam a aparecer e quando você se dá conta está escrevendo um texto para o blog para assinalar que faz hoje 365 dias que você saiu da sua zona de conforto na esperança de encontrar experiências novas, mais conhecimento, desafios e afins. 

Pela Internet #9

O Verão por aqui tem sido bom. É diferente mas bom. Não há pés na areia, Santos Populares, sardinhas e caracóis. Não há noite que fervem nem festivais de Verão. Não esplanadas cheia e imperiais nos moradouros. Mas há muito para fazer, ver e descobrir. Há parques cheios, há mercados de comida e bebida por todo o lado. Há Londres cheia de turistas e com uma luz quase tão bonita como a de Lisboa. Um dia de sol em Londres é como uma dádiva do universo.
Este foi o primeiro Verão em 14 anos que não tive férias de Verão. É bem verdade que há 2 anos seguidos que não passo o Verão a trabalhar mas também não estive de férias. Mas não tenho do que me queixar. Há sol, há saúde e há dinheiro para o que é preciso e isso tudo combinado é muito mais do que podemos pedir.
De qualquer forma não vim aqui falar do tempo. O mundo está do avesso e há dias que me perco com tanta informação. O que me alegra é ter a certeza que apesar de tudo o que se passa neste nosso mundo ainda há muita coisa boa para ver, ler, ouvir e obviamente partilhar.
Há quem acumule coisas e eu acumulo textos e artigos para ler. Assim como livros.
Vou clicando em salvar em tudo aquilo que me interessa e depois vejo-me grega para arranjar tempo para ler tudo e manter-me informada.
Ao longo das últimas semanas ou talvez meses guardei alguns links que andavam a circular pela internet. Hoje, feriado por aqui em terras de sua majestade, me dediquei a ler alguns e achei que valiam tanto a pena que tive que vir aqui partilhar as minhas leituras.

Espero que gostem :)

Aquele abraço

Every Vote Counts

A powerful speech

On being a feminist

Photographing the real Barack Obama

Agosto, águas mil.

É sempre nos momentos mais bizarros que descobrimos que em algum momento a nossa vida mudou, que não somos mais os mesmos, que algures no tempo e espaço a ordem das coisas mudou e que por mais que isso te possa incomodar, simplesmente não incomoda mais.

Não fiquem já preocupados que este texto é única e simplesmente sobre o o tema de conversa mais recorrente em Inglaterra. O tempo.

Agosto sempre foi para mim, o mês de Verão, o mês das férias, o mês da praia, o mês dos festivais. O mês pelo qual se espera para ter dias mais longos e noites mais quentes.

Agosto chegou em Inglaterra com chuva. Promessa de uma semana completa de chuva, temperaturas mais baixas e dias muito cinzentos.

Quando decidi mudar falamos muito sobre o tempo. Preparei-me mentalmente para isto e tinha a certeza que seria ultrapassável. Sempre gostei de praia, de calor, de dias intermináveis. Mas de alguma forma convenci-me que o tempo não podia  influenciar o meu dia a dia. Não queria, aos 34 anos, estar a tomar decisões baseadas no tempo. Se chove ou não chove.  E incrivelmente estava certa.

Por mais que queira dizer mal deste tempo, não consigo. É bom, é acolhedor e chega a ser reconfortante quando ouvimos falar das florestas a arder por todo lado e das ondas de calor que chegam a matar. É típico e faz parte da viagem.

Descobrir que algures no tempo o meu corpo e a minha mente se juntaram para me deixar confortável com o mundo à minha volta. É estranho e ao mesmo tempo assustador. A ideia que conseguimos nos mentalizar e habituar a tudo é tão boa quanto estranha.

Mas não deixa de ser uma forma do universo nos mostrar o caminho, nem seja simplesmente o tornando um bocadinho mais fácil do que pensavamos que seria.