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Bookworm

Eu amo ler. Não desde sempre mas há muito tempo. Já li tanto que não consigo lembrar-me de todos os livros que já li. 

Hoje em dia tenho sede de ler mas leio muito menos do que gostaria. 

Em Portugal sempre andei de transportes públicos. Ler é mais que um prazer. Era quase uma terapia naquela hora e 15 minutos entre casa e o trabalho. 

Aqui em Inglaterra só ando a pé. Trabalho há 8 minutos da minha casa. Mal consigo ouvir 2 músicas completas quanto mais ler. E sinto muita falta de ler. 

Comecei há pouco tempo a ler o livro " Me, Earl and the Dying girl". E apesar de as primeiras 10 páginas terem sido um pouco difíceis, é um livro encantador. 

É divertido, sagaz, um pouco irónico, adolescente sem ser adolescente. Era tudo o que eu precisava para voltar a ler de forma sistemática. Era tudo que eu precisava para voltar a introduzir um livro na minha rotina. 

Ainda não é fácil pegar no livro todos os dias e ler desenfreadamente mas é um exercício de todos os dias. Disciplinado mas prazeroso. 

Vou sensivelmente a meio do livro e para já recomendo muito. Quem pode resistir a um livro que logo na capa nos diz que um pouco de amizade nunca fez mal a ninguém? É muito amor. 

Dá para rir, para chorar, para pensar e sobretudo para deixar a imaginação solta.



Quem mais por aí ama ler? Aceitam-se sugestões para novas leituras :) 



Hygge

Hygge é uma das palavras mais utilizadas em 2016. Já ouviram falar? 

Hygge é uma palavra dinamarquesa e corresponde ao prazer e/ou a nossa disposição para tornar momentos do nosso dia a dia mais especial.

Por exemplo: Criar um pequeno ritual quando vamos preparar um chá ou café no fim de semana. Acender uma vela quando lemos um livro.

No fundo Hygge é sermos capazes de reconhecer um bom momento quando estamos a vivê-lo quer seja um momento especial ou normal do nosso dia a dia. 

Podemos dizer que hygge é uma forma de criar intimidade para os nossos momentos.

Tal como a nossa saudade, não existe uma tradução para esta palavra mas podemos dizer que pode ser associada a palavras como aconchego, felicidade, segurança, conforto ou simplicidade. 



Ainda é um conceito desconhecido para mim mas a verdade é que se pensarmos bem, vivemos rodeados por novas tecnologias, telefones, computadores, alarmes para tudo, lembretes, gostos no Facebook, fotos para o Instagram e afins que as palavras acima referidas quase apenas servem para as legendas das fotos do Instagram e nada mais. 

Toda esta conexão 24/7 fez com que os momentos mais corriqueiros do nosso dia a dia tenham perdido a sua importância  e Hygge é exatamente o resgatar desses pequenos momentos, reconhecendo-os como simples, reconfortantes e aconchegantes. 



Os Dinamarqueses são muitas vezes reconhecidos como um povo feliz justamente pela sua capacidade de aproveitar os pequenos momentos da vida como as refeições, os passeios, a reunião com amigos e sempre procuram incorporar o hygge no seu dia a dia e com isso tornam este sentimento ou disposição numa extensão natural da sua forma de viver. 

No fundo é um pouco o parar e reflectir sobre o que queremos na nossa vida. Pessoas ou likes no Instagram? Viver ou passar a vida a preparar fotos para o Facebook.



Acredito que é um processo que já existe há milhares de anos que foi sendo camuflado ao longo dos séculos pela rotina do dia a dia e que tem vindo a ser re-descoberto justamente pela rotina do dia a dia. 

A ideia agrada-me e se há um plano para 2017 muito provavelmente será "to hygge". 

É ou não é uma boa forma de começar o ano? 

Fechar contas com 2016.

Não vou fazer mais balanços do ano que passou e nem tão pouco dos desejos para 2017. O Natal foi muito bom, cheio de paz e comidinhas deliciosas. Foi passado com pessoas importantes e isso para mim significa tudo. 

Este foi o segundo ano que decidimos evitar o consumismo normal da época e investimos numa pequena escapadela em Janeiro. Mal posso esperar! 

Quanto aos desejos todos sabemos que sempre queremos o melhor para nós e para os nossos e também para o mundo em geral que cá para nós, bem precisa! Não está fácil para o mundo lidar com tanta guerra, tanto descaso com a humanidade. 

Muitos atentados aconteceram, a situação em Aleppo e a morte de tantas caras conhecidas transformou 2016 num ano cinza e estranho e transformou o mundo num lugar mais triste. 

Mas hoje, faltando apenas 3 dias para o fim do ano, falo apenas em nome pessoal e quero somente agradecer. 

2016 foi um ano bom para mim. Mentiria se dissesse que foi uma extraordinário. Mas foi um ano cheio de desafios novos e de crescimento pessoal. Sim, parecem palavras caras mas foi isso mesmo aconteceu. Aprendi muito e tive a percepção disso mesmo, que estava a aprender. Nem sempre conseguimos parar e olhar para nós e pensar, caramba, eu mudei e acho que cresci. 

Por isso mesmo, hoje venho mesmo só agradecer. A todas as oportunidades que tive durante este ano. A todas as vezes que me senti verdadeiramente uma pessoa com sorte. A todas as vezes que senti que tenho alguém que olha por mim. A todas as vezes que abracei a minha mãe e tive a certeza que sem ela ao meu lado eu não seria nada. A todas as vezes que me senti acarinhada por amigos e pessoas que ainda agora conheci. 

Enfim, a todas as vezes que pude olhar para a vida que construí e perceber que estou onde quero estar. 

Talvez seja estranho para alguns e até um pouco arrogante para outros mas a verdade é que neste preciso momento em que vos escrevo a sensação e a certeza que tenho é que tenho tudo o que quero e que nada pode impedir-me de ter o que quero e ainda não tenho. 

Pouco ou nada me falta. 

Só posso realmente desejar que 2017 seja ainda melhor. 

Feliz 2017! 

George Michael

Acabar o Natal com uma notícia triste para todos mas para principalmente pessoas como eu que sentem a morte de alguns artistas como se fosse alguém próximo. 

Começamos o ano com a morte de Bowie, perdemos Prince e Leonard Cohen e quando achávamos que 2016 já tinha deixado a sua marca, ele vem e leva-nos George Michael. 

Eu não sei para vocês mas perdi a conta da quantidade de vezes que cantei mas suas músicas na minha adolescência. 
Como dizia a uma amiga no Facebook este é o maior de todos os clichés mas infelizmente parece que é dos mais verdadeiros: Os bons, de facto, partem cedo demais. 

Aqui fica as minhas cinco músicas preferidas de um artista maravilhoso e que se olharmos para trás nos ensinou bastante sobre sermos nós mesmos! 














O que levo de 2016 para 2017

Como toda a gente tenho muitos desejos para 2017. Muitas coisas que quero fazer, muitas coisas planejadas, muitos projectos pessoais. 

Algumas serão difíceis, outras mais fáceis, mas enquanto estiverem na lista é uma luz a alcançar no fundo do túnel. Afinal, se não tivéssemos que correr atrás de algo melhor a vida não teria grande sentido. 

E no meio desta loucura que é por no papel todos os desejos para 2017, achei que seria boa ideia por no papel o que 2016 me trouxe de bom e que levo para 2017. 

Uma das melhores coisas que 2016 trouxe foi sem sombra de dúvida, tranquilidade. 2015 foi um ano meio cinza, começou com perdas e se transformou numa confusão de sentimentos. Mudanças inesperadas, alguma ansiedade e por fim a tentativa de assentar. 

2016 foi um ano tranquilo.  Comecei a trabalhar numa empresa que gosto muito em Janeiro. Comecei a fazer um trabalho que gosto, perto de casa e era exatamente o que eu pretendia. 

O trabalho foi se tornando cada vez mais fácil, natural e obviamente a sensação de conforto foi aumentando. 

O nosso flat foi sendo moldado aos poucos ao nosso gosto e apesar de faltar algumas coisas já se pode dizer que tem a nossa cara. 

Tive a oportunidade de conhecer muitos lugares em Londres e não só. É, cada dia que passa, uma cidade com a qual me identifico mais e onde me sinto feliz. É um mundo de coisas para fazer e conhecer interminável e isso é tão eu.

Tivemos a felicidade de receber amigos em Fevereiro e em Setembro na nossa casa. Foram lufadas de ar fresco nosso dia a dia! 

Conseguimos ter umas férias muito pequeninas e fomos para Portugal. Ver a nossa casinha por lá e mais importante, tentar matar saudades dos amigos. Já disse anteriormente e repito, estar perto não é físico e apesar da distância sinto que tomamos a decisão certa e que estamos onde queremos estar. 

Aceitar que tudo tem um lado bom e um lado menos bom ajuda muito. E isso também é um processo que não acaba nunca. Ir aceitando o que a vida nos dá e fazer disso sempre algo positivo.

O fim do ano está aí mesmo ao virar da esquina e na realidade só posso desejar que 2017 seja tão tranquilo quanto 2016 e que nos seja dada a oportunidade de seguir em frente com os nossos planos. 

Sempre com Paz, Saúde e Amor. 

Aprendemos com o passar do tempo que tudo é tão bom quanto queremos que seja e que enquanto estivermos fortes e capazes tudo é possível. 

Talvez o truque seja encarar a vida como uma escada que subimos aos poucos e quanto mais degraus subimos, melhor é a vista quando olhamos para trás. 

Vou terminar o post com uma frase que gosto muito e que levo para a vida: 

"Do what you feel in your heart is right, for you will be criticised anyway"  - Eleanor Roosevelt 

Feliz 2017 e obrigada por estarem desse lado :) 

Relaxar!


O Inverno em Inglaterra é rigoroso. Faz frio, as 16h já é noite e como sempre tudo fecha muito cedo. 

Quem trabalha num escritório, das 9 às 18h pouco ou nada consegue fazer durante a semana. Ou pode sair para jantar ou pub ou pode ir ao ginásio. Ok, também temos um cinema bem amoroso mas com Netflix a £7,99 por mês a opção de pagar £9 por um bilhete de cinema é pouco apelativa. 

Isto para dizer que no Inverno os dias são muito curtos e realmente ter a sensação de descanso nem sempre é fácil. 

Com o tempo, aprendemos que a maioria dos ingleses tem o hábito de ficar em casa durante a semana, dormir cedo e acordar cedo e afinal é mais fácil do que pensamos relaxar quando estamos em casa.

São pequenos detalhes que acrescentamos ao nosso dia a dia que deixam os nossos dias mais suaves. 

Para mim, estas são as 5 coisas que me fazem relaxar quando chego a casa: 

Tomar banho: quando vivia em Portugal, sempre tomava banho de manhã antes de ir trabalhar. Sentia-me mais fresca, mais acordada. Por aqui, com temperaturas abaixo de 0 pela manhã, tirar o pijama, entrar no banho, lavar o cabelo, são tarefas que além de cansativas com o frio não são nada aconselháveis! Sair de casa quente do banho para um frio de -1 é doença na certa! Com estas mudanças, tomar banho ao fim do dia tornou-se um ritual. É a melhor forma de dividir o meu dia. Acabou o trabalho, começou o descanso. 

Ter um pijama confortável e quentinho. Ora este parece óbvio mas olha que nem sempre é fácil encontrar "o" pijama! São tantas as opções que às vezes parece um luta interminável. Mas nada se compara a sair do banho e entrar diretamente num pijama confortável e quentinho. 

Velas. Nunca liguei muito para velas. Novamente, este é um costume bastante britânico. Por todo o lado, em todas as lojas, de todos os tamanhos e preços. Velas e mais velas. De tanto vê-las aprendi a gostar e agora acender uma vela ao fim do dia, encher a casa com um aroma calmante é das melhores coisas que posso fazer. 

Ter um plano para o fim de dia. Ter um filme ou uma série para ver já escolhida. Um programa de TV, uns vídeos no youtube, um livro para ler, seja o que for. Quando me sento no sofá não gosto de procrastinar pela internet sem rumo. Se já tiver algo planeado não tenho que pensar muito - sigo o plano é já está. 

Dormir quando tenho sono. Sempre dormi muito tarde. Sempre fui daquelas pessoas que aguentava bem à noite, aguentava bem fazer diretas, sempre trabalhei por turnos e logo sempre tive que me adaptar aos meus horários mas admito que descansar não era prioridade. Em Inglaterra isso mudou. Aqui o dia começa muito cedo e eu também rapidamente me adaptei a isso. Aprendi que nada é melhor para o nosso sono do que deitar-me quando sinto que estou quase a adormecer. Nem sempre é na hora que deveria ser mas mesmo quando é mais tarde do que deveria o meu sono é muito melhor. 

São tantas as mudanças na minha rotina desde que me mudei para Inglaterra que todos os dias descubro coisas novas no meu dia a dia. 

O texto foi longo mas espero que tenham gostado e que vos ajude a relaxar! 

Mercados de Natal

Aviso desde já que não serei parcial neste post. 

Os mercados de Natal estão por toda a Europa e eu obviamente não os conheço todos. Sei que a Alemanha tem um dos mais famosos e supostamente melhores mercados de Natal da Europa e sei também que Portugal já está no espírito com vários mercados bons para aproveitar. 

Mas a verdade é que além de bons mercados o espirito natalício é o que torna os mercados e Natal em si mágico. E nisso meus amigos, Inglaterra tem me surpreendido todos os dias desde Novembro. Não há uma única pessoa que não viva o Natal com uma intensidade inebriante. 

Há mercados em todas as cidades, grandes ou pequenas, há vinho quente sendo vendido na rua, comida, pessoas vestidas a rigor, feiras, luzes de Natal por todo o lado, enfim, algo que para mim é completamente diferente. 

Trabalhei muitos anos numa empresa que trabalhava no Natal e na passagem de ano e por isso mesmo, poder aproveitar estes dias ao máximo, com tempo é algo que me deixa para lá de contente. 

Apesar do Natal não ser o mesmo sem o meu pai, este ano estamos a vivê-lo de forma mais leve e sempre com ele no coração e com a certeza de que de alguma forma ele está connosco. 

Isto tudo para vos dizer que ontem tive um dia maravilhoso em Londres. Marquei um dia de férias só para passear e não podia ter corrido melhor. 

Quem me segue pelo Instagram (segue lá @louisemenezes!!) já viu algumas fotos dos lugares incríveis que visitei ontem, mas guardei algumas do mercado de Leicester Square para vos mostrar aqui no blog! 

Espero que gostem tanto quanto eu gostei :)