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SOL

Vamos falar da chegada do sol? 

Nasci num país solar, tropical, cheio de cores e vivi mais de metade da minha vida numa cidade à beira mar plantada. 

Não será então surpresa para ninguém que nada me deixa mais feliz que um dia de sol. 

Tenho a sorte de não ser daquelas pessoas que sofrem com a ausência do sol. Até curto bastante uns dias cinzentos e um friozinho básico. Aliás, 70% do sucesso da minha mudança para Inglaterra deve-se ao facto de não me incomodar nada viver largos meses com frio e chuva. 

Eu sei que isso não é válido para todos e cada um sente a mudança das estações de um jeito diferente. 

Mas agora que a primavera chegou é como estar de dieta por meses sem comer um doce e finalmente chegar a um ponto em que te libertas e comes uma fatia do teu doce preferido. 

A chegada do sol é isso para mim. Ele não me faz falta, eu não sofro com a sua ausência, mas quando ele chega é uma delícia.  

A roupa fica mais leve, o ânimo fica lá em cima, os planos começam a ganhar forma e tudo fica melhor. 

Além disso é muito engraçado ver como as pessoas reagem ao sol. De um dia para o outro, estamos todos sentados em esplanadas, de chinelo no dedo e t-shirt como se em pleno Verão estivéssemos. 

Por aqui, a lei é não perder um segundo que seja de sol. E isso só torna as coisas melhores, mais divertidas e também com mais significado. 

Seja bem-vindo Abril. Mesmo que seja de águas mil, já valeu pelo sábado de sol de hoje. 


Para ler, ver e ouvir.

Como tenho ficado mais tempo em casa, tenho aproveitado para ler mais, ver mais filmes e séries e ouvir mais música. Sim, isso mesmo, ouvir mais músicas. Já disse isso muitas vezes por aqui mas trabalho tão perto de casa que tudo aquilo que fazia em 1 hora nos transportes  públicos não consigo mais fazer. Parece incrível mas parar para ler ou ouvir música em casa tornou-se uma tarefa difícil que tenho tentado retomar. Mas chega de conversinha que passei aqui para deixar 3 sugestões para vocês. Para ler, ver e ouvir. Num mundo ideal poderia me comprometer com vocês e tornar isto uma coisa semanal ou mensal mas infelizmente não quero prometer algo que não sei se conseguirei cumprir. 

Para ver: Love 
Quem me acompanha por aqui sabe que devorei a primeira temporada em 3 dias e fiquei completamente apaixonada pelos personagens. No passado dia 10 de Março, a segunda temporada foi finalmente liberada e apesar de ter tentado não ver tudo de uma vez acabei por devorar a série em 3 dias novamente. Recomendo muito. Das coisas que mais gosto na série: é real e simples e a banda sonora está no ponto. A segunda temporada vem mais madura e adorei que é uma continuação da primeira temporada, sem grandes saltos no tempo ou mudanças radicais como por vezes acontecem em outras séries. 

Para ler: Somebody to Love, The Life, Death and Legacy of Freddy Mercury.  
Freddy Mercury é o melhor entertainer de todos os tempos. A melhor voz, a melhor interpretação, o melhor show, enfim o melhor. Há muita gente boa mas ele é inigualável. Se gostam tanto dele quanto eu precisam ler o livro. Está bem escrito e faz um paralelo bem interessante entre o momento que ele descobre a doença com o próprio boom da doença pelo mundo. Historicamente está quase perfeito na forma como conta a evolução da doença no mundo e na vida do artista. 

Para ouvir: 
Chance the Rapper - Colouring Book 
Divide - Ed Sheeran 
Aqui é muito uma questão de gosto pessoal. Não quero dizer se é bom ou não. É o que eu gosto e o que tenho ouvido no pouco tempo que tenho para me dedicar à música! 



Bom domingo e até breve!

Aqui estamos!

Escrever e manter o ritmo não é fácil. Trabalhar de 2f a 6f, das 9h às 18h não nos permite executar tudo o que temos em mente. Criar algo bom exige tempo e dedicação. Muita dedicação. Uma das coisas com as quais mais luto é a tentativa de recriar no papel, numa foto, num texto aquilo que idealizei na minha cabeça. Não atingir aquilo que visualizei não é aceitável para mim e se não está como idealizei simplesmente não sai do rascunho. 

O que me atrai no mundo dos blogs é a partilha inteligente, conteúdo relevante, ter algo a acrescentar nem que seja para 1 única pessoa que me leia. A cobrança para uma partilha impecável vem de mim e não tem como contornar. Ainda que o meu desejo seja de manter o ritmo, de vos inundar com informação boa, interessante, válida, isso nem sempre é possível. Não quero, de forma alguma, olhar para trás e não me sentir confortável com aquilo que escolhi publicar e por esse mesmo motivo a partilha tem sido menor. 

Plataformas como o Facebook e o Instagram nos permitem uma partilha mais imediata mas não quero de forma alguma deixar de escrever aqui. 

Este é um lugar que é meu e idealizado por mim e talvez por isso mesmo eu seja um pouco chatinha com aquilo que é publicado por aqui. 

A verdade também é que estou numa fase bem caseirinha. Fim de Inverno, alguns dias ainda bem frios e chuvosos fazem-me querer ficar em casa sem grandes planos. O objetivo é também poupar um pouco e aproveitar mais quando os dias forem mais quentes e mais longos. 

Posto isto, tenho alguns livros para ler (pelo menos uns 4!) e alguns filmes para ver. Aliás, comecei ontem mesmo com um filme que vai directamente para o meu Top 10, Captain Fantastic. Que filmaço! Se não viram ainda, vejam. Tudo está bem feito no filme! 

 Um das minhas séries preferidas de 2016, Love,  acaba de lançar a 2 temporada no Netflix e estou muito animada para ver! Tenho também algumas viagens para planear que espero poder partilhar aqui convosco.

Bom sábado e até breve! 


Oscares 2017

Aproveitei este fim de semana para entre outras coisas ver mais 2 filmes que estão nomeados para o Oscar 2017. 

Todos os anos é a mesma coisa, digo que não é possível acompanhar tudo o que está no cinema, que é um disparate tentar ver todos os filmes para depois não aguentar ver a cerimônia em direto porque é sempre ao domingo e segunda-feira é sempre dia de trabalho! 

Mas este ano, com a chuva e o frio que faz lá fora, um cineminha era mesmo o que eu precisava para relaxar. 

La La Land já está visto, assim como Lion. 

Os seguintes da lista eram: Manchester by the Sea, Moonlight, Fences e Hidden Figures. 

Não deu para ver todos mas despachei o Manchester by the Sea e o Hidden Figures. 

Vamos pelo primeiro. Tinha grandes expectativas para o Manchester by the Sea. Já ouço falar do filme desde o ano passado e esperar pelas estreias nem sempre é bom. 

A expectativa só aumentou  e na realidade o filme não é nada do que eu esperava. Não sei bem explicar o que eu pensava sobre o filme mas é completamente diferente do eu imaginei. 



Fala sobretudo sobre a morte e o impacto que a perda de alguém tem na nossa vida. Gostei muito do filme, da forma como o tema é abordado, da fotografia e de como a história é contada. Chorei muito e recomendo. 

Hidden Figures. 

Outro filme que queria muito ver. É uma história MARAVILHOSA! Assim mesmo, em letras grandes. 

Só de pensar que é uma história verídica, que elas existiram de facto, que tudo aquilo realmente aconteceu já é sensacional. Gostei muito, a história está muito bem contata e claro é fiel como tem ser. 

Muito bom ver Kevin Costner novamente, continua com o mesmo estilo de representação de sempre e para mim isso foi bom. 

Não sei se é um filme para levar o Oscar mas é sem dúvida uma história que merece ser contada e repetida muitas vezes. 



A ver vamos se consigo ver todos até dia 26/02. 

De Janeiro a Janeiro

Como assim Janeiro já acabou? 

Desde que voltei de Paris e o ano começou efectivamente ainda não parei. 

Os dias têm sido tranquilos mas longos. Acho que todo início de ano é assim. Arruma daqui, arruma dali, é inevitavelmente o mês para acertar os ponteiros e entrar no novo ano da melhor maneira possível! Comigo não tem sido diferente. 

Muitas coisas para fazer em casa e continuar a transformar o nosso cantinho num espaço que tenha a nossa cara e que seja o mais confortável possível. Nada é tão bom quanto chegar a casa e sentir-se em casa. 

Muitas coisas novas no trabalho, possibilidade de chefia nova, novos projectos, muitas formações. Muitas coisas diferentes para fazer e em que me concentrar. 

Desafios que me deixam bastante satisfeita com tudo aquilo que consegui construir ao longo destes 16 meses (!!!!!) em Inglaterra. 

Obviamente que nem tudo são rosas mas não me posso queixar de absolutamente nada. 

Tudo tem corrido bem melhor do que era esperado e todas as dificuldades que encontramos foram ultrapassadas. 

O desafio não tem sido só meu. Tenho comigo a melhor mãe/amiga/pessoa do planeta. 

Para ela também tem sido um mar de coisas novas, um mar de desafios e digo-vos que ela está a sair-se muito bem. Para mim é um orgulho e um exemplo.

Esta já é a segunda vez que mudamos de país e vamos em busca de novos horizontes e poder contar com ela em todos os momentos é simplesmente delicioso.

O frio tem estado muito mais severo este ano e confesso que não estava a contar com tantos graus negativos. Gosto do Inverno e também não me vou queixar do tempo mas que esteve muito frio, esteve! Tivemos finalmente alguma neve e isso foi um bónus delicioso mas mesmo assim com o frio que tem feito muitas são as vezes que a nossa única vontade é ficar enrolada no sofá. Mas a vontade de sair de casa e bater perna por aí é sempre mais forte e apesar do frio temos conseguido aproveitar bastante os nossos fins de semana com idas ao cinema, jantares em restaurantes novos e cafezinhos ao final da tarde. 

Fevereiro se aproxima de forma galopante e por ser uma mês tradicionalmente curto e rápido tenho quase a certeza que num piscar de olhos estarei a dizer: Seja bem vindo Março! 

E o vosso início de ano como tem sido?

Lion

Depois de La La Land havia outro filme que queria muito ver. Lion. 

O trailer já tinha chamado a minha atenção e tudo que seja baseado em histórias reais interessa-me.

É um filme tocante. É uma história simples, bonita e muito real. 

Todos os dias mais de 80.000 crianças desaparecem na Índia e é preciso que esse assunto seja tratado como aquilo que é: muito sério. 

A história está muito bem contada e o mérito é todo de Dev Patel e de Sunny Pawar, o ator que interpreta Saroo quando pequeno. Tanto um como outro estão brilhantes na interpretação. 

A primeira imagem do filme já é comovente. 

Gostei muito, chorei, me emocionei. 

Vale muito a pena e recomendo. 













O legado de um Presidente

Hoje, mais do que no dia do seu último discurso, sinto a falta de Obama. 

Não pelo Presidente que foi mas pela pessoa que é. Ver alguém como Obama no poder foi histórico. 

Outros tão bons já tiveram o mesmo privilégio mas ver um homem como Obama chegar ao poder foi e sempre será um privilégio. 

Ele representa o que há de melhor na humanidade e é exemplo de como deveríamos levar as nossas vidas em sociedade. 

Ele não é perfeito e nem tenta ser. Isso faz dele o que ele é. Humano. De carne e osso. E isso o torna mais próximo de nós que é o que queremos de quem está no poder. Proximidade. 

Hoje, mais do que no dia do seu último discurso, sentirei a sua falta. 

Fecha-se um ciclo. Que sejamos sempre capazes de nos lembrar do que Obama tanto lutou para nos ensinar: 

Sim, nós podemos!