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Fim de semana #1

Gostei deste formato e talvez faça dele um hábito por aqui! 

Este fim de semana começou na quarta-feira com a visita de um amigo e se prolongou pelos dias seguintes. 

Sexta-feira foi dia de pub ao final do dia e sábado foi dia de passeio, como sempre. 

Aproveitei também este fim de semana para descansar e ver 1 documentário que estava na minha lista. 

Falo dele mais tarde por aqui! 

Boa semana :) 



Life update

Já regressei das férias há algumas semanas mas ainda temos algumas reflexōes que gostaria de partilhar. 

Passei 2 semanas em Portugal. Fiz 36 anos por lá. Apanhei temperaturas de quase 40 graus e cheguei ao fim das férias com saudades de Inglaterra. 

Descobri então que viver em Inglaterra não é para todos. Comi o que tinha vontade, fui aos Santos Populares, vi uma das minha melhores amigas grávida da primeira filha, vi os meus meninos tão crescidos, bebi cerveja, fui a praia, morri de calor e mesmo assim voltei para Inglaterra com vontade de voltar. 

Cheguei a Inglaterra há 1 ano e 10 meses e sempre que me perguntam sobre a minha vida aqui não consigo encontrar uma coisa má para contar. 

Chegamos em Setembro e em Outubro eu já estava a trabalhar, o primeiro Inverno foi super tranquilo e o Natal uma delícia. 

Em Novembro alugamos o primeiro apartamento e moramos nele até hoje. Aos poucos compramos sofá, montamos uma cozinha e outras coisas que eram necessárias. 

Voltamos a Portugal 2 vezes em menos de 1 ano e não tive vontade de ficar. Tenho muitas saudades de várias coisas que ficaram para trás mas a internet é um veículo mais que poderoso e ainda que não seja a mesma coisa só perdemos o contacto se quisermos. 

As coisas em Inglaterra não são mais caras e os salários são mais altos. A equação aqui é fácil de resolver. 

Moro numa cidade bonita, organizada, tenho acesso a tudo que preciso. Vou a pé para o trabalho e não houve até hoje um único dia que me tenha arrependido de ter vindo para cá. E isto não é um exagero da minha parte. 

Não houve de facto nenhum dia em que tenha pensado sequer que talvez deveria ter me deixado estar. 

Este tem sido o meu discurso desde sempre para todos aqueles que me rodeiam. Até mesmo para o meus amigos/colegas ingleses que não entendem como prefiro o frio e a chuva de Inglaterra ao calor e às esplanadas de Portugal. 

Aos poucos entendi que o meu erro tem sido usar a minha experiência como base ou referência para as experiências dos outros e com isso não entender que cada caso é um caso é cada pessoa é uma pessoa. 

E Inglaterra não é um mar de rosas. Há coisas difíceis, cansativas, extenuantes. Eu agora entendo isso melhor do que há 1 ano atrás. 

Quando decidimos mudar, de forma tão radical, é preciso mais do que um desejo profundo de mudança. É preciso sermos a própria mudança e sermos o próprio veículo para que essa mudança aconteça. 

Não existe espaço para uma vida glamourosa, cheia de passeios turísticos e muitas fotos no Instagram. Mas existe espaço para uma vida que é nossa. Que foi construída do nada, num país onde a língua não é a mesma, onde não há cunhas para encontrar trabalho e onde tudo o que vemos e descobrimos é por nossa conta e responsabilidade. 

Não é fácil e a responsabilidade é grande. Mas com alguma calma e paciência é possível. 

Aqui, descobri que menos é mais. Tenho menos roupa e menos sapatos e também menos medos. Depois de uma mudança tão grande, sei que tudo vai dar certo. 

Tenho também mais planos para o futuro e mais certezas sobre o caminho quero traçar, principalmente profissionalmente. Aprende-se muito por aqui. 

Reconheço que não é fácil fazer amizades ou construir laços fortes. Não é fácil se sentir em casa. Mas é possível. É preciso nos mantermos abertos para essa possibilidade e é também preciso aceitar os outros como eles são. 

Voltar para trás nunca foi uma opção, o caminho agora é sempre para frente. 

O assunto é batido mas em tempos mais difíceis vale sempre lembrar o caminho percorrido. Temos sempre a tendência a desvalorizar as nossas pequenas vitórias e nunca deveríamos fazê-lo.

Que este texto sirva exatamente para isso.


Fins de semana

O meu fim de semana começou na sexta feira, com jantar num lugar incrível com os meus colegas de trabalho. Muito sol, muito calor, muito ginger ale e planos para Julho. 

Sábado aproveitamos o dia para passear pela cidade e apreciar o movimento. Guildford é a cidade perfeita para isso. 

O Domingo foi bem calmo, sem grandes planos. Uma cervejinha no final do dia e muito descanso. 

Afinal, descansar também é preciso para enfrentar mais uma semana. 

Espero que vosso fim de semana tenha sido tão bom quanto o nosso por aqui. 





Minimalismo

Ontem estava cansada e sem grande inspiração. Abri o Netflix à procura de inspiração. Encontrei este documentário nos items recomendados. Já tinha ouvido falar e achei que podia valer a pena. 

Está história do minimalismo tem muito que se lhe diga, o que é pouco para uns pode não ser para outros e pode criar uma discussão um pouco ingrata porque é difícil chegar a algum lugar. A alguma conclusão. Pelo menos no que diz respeito a bens materiais. 

O que é ter muitos sapatos? Ou muita roupa? Poderemos todos dar mais atenção à qualidade em vez da quantidade? Já pesquisei muito sobre o assunto e a verdade é que tudo que é sustentável é caro e talvez um pouco inacessível para muitos. É uma discussão válida. Que vale a pena ter. 

Aquilo que mais me impressionou no documentário é a forma como eles se colocam perante a vida. Eles e todos aqueles que dão o seu testemunho como contributo para este novo conceito. 

A pergunta: "Isto acrescenta algo à minha vida?" deveria sem dúvida ser feita mais vezes. Pelo menos é isso que sinto. 

Desde que vim para Inglaterra gosto de pensar que me tornei um pouco minimalista. Nada de extremos. Nada que valha a pena espalhar por aí. Mas vivo num espaço menor, tenho menos roupas, menos sapatos, menos livros. Tenho sobretudo menos necessidade de ter coisas. E vivo bem com isso. Sem a normal ansiedade gerado pelo desejo do consumo. 

Tenho mais olhos para o me rodeia. Tenho mais desejo de ser diferente da massa. Acho que sempre tive mas mudar de país é um abrir de olhos gigantesco para tudo que nos rodeia e para tudo que se passa por esse mundo afora. 

O documentário vale muito a pena. Foca naquilo que é essencial, faz as perguntas certas e coloca a dúvida na nossa cabeça. 

Vejam, não se arrependerão. 


Violet Magazine

Começo o mês de Maio com uma recomendação!

Como já estão cansados de saber, estou sempre a procura de coisas novas para ler. A minha última aquisição foi a Violet Magazine. 

Costumo andar pelo site da Boutique Mags semanalmente para ver se encontro alguma revista que valha a pena e voilá, encontrei. 

Li um pouco sobre ela online para saber melhor do que se tratava e lá encomendei. 

É uma revista grande, pesada, bonita. Perfeita para enfeitar uma estante ou uma mesa de centro. 

Mas não é só isso. Aliás é muito mais que isso. O que ela traz é tão importante e tão válido para o momento que estamos vivendo que só posso dizer: leiam. 

É uma revista feminina, sobre mulheres fortes e com algo a dizer. Não é agressiva ou revolucionária. 

É bonita, delicada e decidida. É uma voz doce e coerente que chega para expor as suas ideias sem querer se impor a ninguém. 

Inspira a sermos melhor, mais informadas e a nos dedicarmos a algo maior. Sermos nós mesmas, acreditar naquilo que nos move e seguir em frente. 


Inspirar

Hoje venho vos falar de inspiração. 

Muitas vezes me perguntam onde descobri um restaurante, onde comprei determinada peça de roupa ou como descobri alguma revista específica. 

A minha resposta é sempre a mesma: internet, revistas e muita curiosidade. 

Sou daquelas pessoas que parecem que estão só a procrastinar mas na realidade o meu vício é absorver toda e qualquer informação minimamente pertinente que se atravessa no meu caminho. 

Todos nós temos qualquer coisa para oferecer ao mundo. Todos nós temos coisas para ensinar e para aprender. 

O melhor que temos a fazer é observar o que está a nossa volta e tudo aquilo que nos chama a atenção e com a qual nos identificamos devemos reter.

Seja uma peça de roupa, uma música, um livro ou mesmo uma atitude. 

A minha memória visual é bastante boa por isso mesmo revistas, livros e o Pinterest são as minhas maiores fontes de inspiração. 

Estou num momento em que sinto a necessidade de reinventar o meu estilo e a forma como me expresso através da roupa e por isso nunca me canso de procurar imagens para o meu mood board. 

Londres é um misto de gente, de cores, de culturas, de coisas novas, de tradições e de tantas outras coisas que tem esse efeito em mim. 

Mudar pode sim ser sinônimo de evoluir e essa é uma jornada que não acaba nunca. Logo, a minha fonte de inspiração está sempre a ser alimentada por tudo que passa por mim. 

Sinto que arrumar as roupas é um pouco como arrumar a vida. 

Reciclar, reduzir, rever, reajustar, doar. 

O caminho pode ser longo mas é sem dúvida prazeroso e muito divertido.