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Fim de semana #2

O Domingo está quase a acabar e eu estou de pijama, no sofá, a beber um chá e a escrever este post. 

O fim de semana começou cedo jantarzinho italiano com as minhas colegas de trabalho. 

Sábado choveu praticamente o dia todo mas como o ser humano se habitua a tudo a chuva já não me incomoda muito e então foi dia de almoçar fora, passear pelas ruas e aproveitar os saldos. 

O Domingo amanheceu bonito, cheio de sol, mas aos poucos foi escurecendo e depois das tarefas habituais voltei para casa para um almocinho delicia (comida de mãe!!) e tenho estado por aqui um pouco de livro na mão (The Postman's Fiancée de Denis Thériault), um pouco pela internet. 

Definitivamente e contra todas as expectativas parece que já não teremos muitos dias quentes por terras de sua majestade. Um pouco chato, mas não se pode ter tudo. 

Agora é relaxar e que a semana seja a melhor possível :) 


A que custo?

"The True Cost" é um dos documentários mais impactantes que vi até hoje. 

Não sei nem por onde começar. A única coisa que se repete dentro da minha cabeça vezes sem conta é: está tudo errado. 

Se ainda não ouviram falar deste documentário, ele fala sobre o verdadeiro custo da nossa sede de consumo. Fala sobre a economia, sobre os mercados e sobre a exploração. 

Quem ganha? Quem perde? Seremos realmente felizes com tudo o que temos? Estamos a criar os nossos filhos com os valores certos? Tudo isso é muito questionável sempre mas isto não é novo, está aí todos os dias, na nossa frente. 

Foram tantas as perguntas que ecoaram na minha cabeça que ainda me sinto atordoada. Atordoada e culpada por fazer parte deste lote de jovens adultos que consomem de tudo um pouco sem pensar em como aquela peça chegou até nós. 

Pode até nem parecer muito importante, afinal o mundo tem que girar, a economia tem que mexer e cada um tem o seu lugar nesta pirâmide. Será mesmo? Estamos mesmo 100% cientes das consequências dos nossos atos?  

Há já algum tempo que penso sobre estas questões e como já partilhei por aqui tenho vindo aos poucos a tentar mudar a minha forma de consumo. 


O assunto é polêmico e meio controverso porque envolve muitos assuntos paralelos como acessibilidade e inclusão. As roupas sustentáveis são bastante mais caras e não chegamos ainda nesse patamar de igualdade na sociedade que vivemos. 

Há já há alguns meses que não compro nada na Zara. Depois dos escândalos relacionados com escravatura, não dá para ficar indiferente. Mas comprei há pouco tempo algumas coisas na H&M, da conscious collection. 

Fiquei surpreendida quando vi que a H&M é bastante massacrada no documentário por ser uma das marcas fast fashion que mais produz na Ásia. 

De qualquer forma, essa questão do consumo consciente é algo que ainda tenho q trabalhar muito em mim. 

Sempre gostei de moda, sempre gostei de comprar roupa, sapato, acessórios. Procuro cada vez mais me policiar quando o desejo de consumo é infantil ou desnecessário. Lá chegarei. 

E este documentário é uma chapada sem mãos. Uma realidade chocante, triste, assustadora, que mora mesmo ao nosso lado e pior, para a qual estamos a contribuir, todos os dias. 

Vejam e pensem. É preciso agir. Nem que seja pouco, é preciso começar por algum lado. 




Fim de semana #1

Gostei deste formato e talvez faça dele um hábito por aqui! 

Este fim de semana começou na quarta-feira com a visita de um amigo e se prolongou pelos dias seguintes. 

Sexta-feira foi dia de pub ao final do dia e sábado foi dia de passeio, como sempre. 

Aproveitei também este fim de semana para descansar e ver 1 documentário que estava na minha lista. 

Falo dele mais tarde por aqui! 

Boa semana :) 



Life update

Já regressei das férias há algumas semanas mas ainda temos algumas reflexōes que gostaria de partilhar. 

Passei 2 semanas em Portugal. Fiz 36 anos por lá. Apanhei temperaturas de quase 40 graus e cheguei ao fim das férias com saudades de Inglaterra. 

Descobri então que viver em Inglaterra não é para todos. Comi o que tinha vontade, fui aos Santos Populares, vi uma das minha melhores amigas grávida da primeira filha, vi os meus meninos tão crescidos, bebi cerveja, fui a praia, morri de calor e mesmo assim voltei para Inglaterra com vontade de voltar. 

Cheguei a Inglaterra há 1 ano e 10 meses e sempre que me perguntam sobre a minha vida aqui não consigo encontrar uma coisa má para contar. 

Chegamos em Setembro e em Outubro eu já estava a trabalhar, o primeiro Inverno foi super tranquilo e o Natal uma delícia. 

Em Novembro alugamos o primeiro apartamento e moramos nele até hoje. Aos poucos compramos sofá, montamos uma cozinha e outras coisas que eram necessárias. 

Voltamos a Portugal 2 vezes em menos de 1 ano e não tive vontade de ficar. Tenho muitas saudades de várias coisas que ficaram para trás mas a internet é um veículo mais que poderoso e ainda que não seja a mesma coisa só perdemos o contacto se quisermos. 

As coisas em Inglaterra não são mais caras e os salários são mais altos. A equação aqui é fácil de resolver. 

Moro numa cidade bonita, organizada, tenho acesso a tudo que preciso. Vou a pé para o trabalho e não houve até hoje um único dia que me tenha arrependido de ter vindo para cá. E isto não é um exagero da minha parte. 

Não houve de facto nenhum dia em que tenha pensado sequer que talvez deveria ter me deixado estar. 

Este tem sido o meu discurso desde sempre para todos aqueles que me rodeiam. Até mesmo para o meus amigos/colegas ingleses que não entendem como prefiro o frio e a chuva de Inglaterra ao calor e às esplanadas de Portugal. 

Aos poucos entendi que o meu erro tem sido usar a minha experiência como base ou referência para as experiências dos outros e com isso não entender que cada caso é um caso é cada pessoa é uma pessoa. 

E Inglaterra não é um mar de rosas. Há coisas difíceis, cansativas, extenuantes. Eu agora entendo isso melhor do que há 1 ano atrás. 

Quando decidimos mudar, de forma tão radical, é preciso mais do que um desejo profundo de mudança. É preciso sermos a própria mudança e sermos o próprio veículo para que essa mudança aconteça. 

Não existe espaço para uma vida glamourosa, cheia de passeios turísticos e muitas fotos no Instagram. Mas existe espaço para uma vida que é nossa. Que foi construída do nada, num país onde a língua não é a mesma, onde não há cunhas para encontrar trabalho e onde tudo o que vemos e descobrimos é por nossa conta e responsabilidade. 

Não é fácil e a responsabilidade é grande. Mas com alguma calma e paciência é possível. 

Aqui, descobri que menos é mais. Tenho menos roupa e menos sapatos e também menos medos. Depois de uma mudança tão grande, sei que tudo vai dar certo. 

Tenho também mais planos para o futuro e mais certezas sobre o caminho quero traçar, principalmente profissionalmente. Aprende-se muito por aqui. 

Reconheço que não é fácil fazer amizades ou construir laços fortes. Não é fácil se sentir em casa. Mas é possível. É preciso nos mantermos abertos para essa possibilidade e é também preciso aceitar os outros como eles são. 

Voltar para trás nunca foi uma opção, o caminho agora é sempre para frente. 

O assunto é batido mas em tempos mais difíceis vale sempre lembrar o caminho percorrido. Temos sempre a tendência a desvalorizar as nossas pequenas vitórias e nunca deveríamos fazê-lo.

Que este texto sirva exatamente para isso.


Fins de semana

O meu fim de semana começou na sexta feira, com jantar num lugar incrível com os meus colegas de trabalho. Muito sol, muito calor, muito ginger ale e planos para Julho. 

Sábado aproveitamos o dia para passear pela cidade e apreciar o movimento. Guildford é a cidade perfeita para isso. 

O Domingo foi bem calmo, sem grandes planos. Uma cervejinha no final do dia e muito descanso. 

Afinal, descansar também é preciso para enfrentar mais uma semana. 

Espero que vosso fim de semana tenha sido tão bom quanto o nosso por aqui. 





Minimalismo

Ontem estava cansada e sem grande inspiração. Abri o Netflix à procura de inspiração. Encontrei este documentário nos items recomendados. Já tinha ouvido falar e achei que podia valer a pena. 

Está história do minimalismo tem muito que se lhe diga, o que é pouco para uns pode não ser para outros e pode criar uma discussão um pouco ingrata porque é difícil chegar a algum lugar. A alguma conclusão. Pelo menos no que diz respeito a bens materiais. 

O que é ter muitos sapatos? Ou muita roupa? Poderemos todos dar mais atenção à qualidade em vez da quantidade? Já pesquisei muito sobre o assunto e a verdade é que tudo que é sustentável é caro e talvez um pouco inacessível para muitos. É uma discussão válida. Que vale a pena ter. 

Aquilo que mais me impressionou no documentário é a forma como eles se colocam perante a vida. Eles e todos aqueles que dão o seu testemunho como contributo para este novo conceito. 

A pergunta: "Isto acrescenta algo à minha vida?" deveria sem dúvida ser feita mais vezes. Pelo menos é isso que sinto. 

Desde que vim para Inglaterra gosto de pensar que me tornei um pouco minimalista. Nada de extremos. Nada que valha a pena espalhar por aí. Mas vivo num espaço menor, tenho menos roupas, menos sapatos, menos livros. Tenho sobretudo menos necessidade de ter coisas. E vivo bem com isso. Sem a normal ansiedade gerado pelo desejo do consumo. 

Tenho mais olhos para o me rodeia. Tenho mais desejo de ser diferente da massa. Acho que sempre tive mas mudar de país é um abrir de olhos gigantesco para tudo que nos rodeia e para tudo que se passa por esse mundo afora. 

O documentário vale muito a pena. Foca naquilo que é essencial, faz as perguntas certas e coloca a dúvida na nossa cabeça. 

Vejam, não se arrependerão. 


Violet Magazine

Começo o mês de Maio com uma recomendação!

Como já estão cansados de saber, estou sempre a procura de coisas novas para ler. A minha última aquisição foi a Violet Magazine. 

Costumo andar pelo site da Boutique Mags semanalmente para ver se encontro alguma revista que valha a pena e voilá, encontrei. 

Li um pouco sobre ela online para saber melhor do que se tratava e lá encomendei. 

É uma revista grande, pesada, bonita. Perfeita para enfeitar uma estante ou uma mesa de centro. 

Mas não é só isso. Aliás é muito mais que isso. O que ela traz é tão importante e tão válido para o momento que estamos vivendo que só posso dizer: leiam. 

É uma revista feminina, sobre mulheres fortes e com algo a dizer. Não é agressiva ou revolucionária. 

É bonita, delicada e decidida. É uma voz doce e coerente que chega para expor as suas ideias sem querer se impor a ninguém. 

Inspira a sermos melhor, mais informadas e a nos dedicarmos a algo maior. Sermos nós mesmas, acreditar naquilo que nos move e seguir em frente. 


Inspirar

Hoje venho vos falar de inspiração. 

Muitas vezes me perguntam onde descobri um restaurante, onde comprei determinada peça de roupa ou como descobri alguma revista específica. 

A minha resposta é sempre a mesma: internet, revistas e muita curiosidade. 

Sou daquelas pessoas que parecem que estão só a procrastinar mas na realidade o meu vício é absorver toda e qualquer informação minimamente pertinente que se atravessa no meu caminho. 

Todos nós temos qualquer coisa para oferecer ao mundo. Todos nós temos coisas para ensinar e para aprender. 

O melhor que temos a fazer é observar o que está a nossa volta e tudo aquilo que nos chama a atenção e com a qual nos identificamos devemos reter.

Seja uma peça de roupa, uma música, um livro ou mesmo uma atitude. 

A minha memória visual é bastante boa por isso mesmo revistas, livros e o Pinterest são as minhas maiores fontes de inspiração. 

Estou num momento em que sinto a necessidade de reinventar o meu estilo e a forma como me expresso através da roupa e por isso nunca me canso de procurar imagens para o meu mood board. 

Londres é um misto de gente, de cores, de culturas, de coisas novas, de tradições e de tantas outras coisas que tem esse efeito em mim. 

Mudar pode sim ser sinônimo de evoluir e essa é uma jornada que não acaba nunca. Logo, a minha fonte de inspiração está sempre a ser alimentada por tudo que passa por mim. 

Sinto que arrumar as roupas é um pouco como arrumar a vida. 

Reciclar, reduzir, rever, reajustar, doar. 

O caminho pode ser longo mas é sem dúvida prazeroso e muito divertido. 


Girlboss

Missão dada, missão cumprida. 13 episódios em 2 dias. 

Eu já sei que depois desde fim de semana a internet inteira vai falar sobre esta série, mas é a vida e a verdade é que Sophia, apesar de todos os percalços, chegou lá. Porque? Porque desistir não era uma opção. 

Sophia teve visão, teve coragem e colocou os seus sonhos acima de tudo. 

Aqui vos deixo as minhas razões para ver esta série:

É uma história baseada numa história real, logo vale a pena conferir.

São Francisco. Já quero conhecer, já imagino as fotos que quero tirar, já me apaixonei pela cidade. 

Se são empreendedores, muitas dicas para quem quer começar o seu próprio negócio.

Se gostam de moda, dispensa comentários. 

A mensagem está lá desde o primeiro episódio: Desistir não é uma opção. Bons amigos é tudo nessa vida. Mente aberta só nos traz coisas boas. 




O livro que todos devemos ler

Parece meio estranho mas esta história já me acompanha há algum tempo.

Acompanho o blog A Cup of Jo há anos e é um dos meus blogs preferidos. A Joanna escreve bem e é sempre muito certeira nos temas que escolhe partilhar. 

Por vezes, as suas histórias pessoais, são partilhadas no seu blog de forma sublime e é impossível não se sentir acarinhado pelas suas palavras. 

"When Breath becomes Air" é um livro escrito por Paul Kalanithi, um neurocirurgião de 36 anos que é confrontado com cancro de pulmão inoperável. Paul era casado com Lucy, irmã gémea da Joanna, autora do blog A Cup of Jo. 

Li o post sobre o diagnóstico do cunhado, sobre a crónica que escreveu no New York Times e sobre o luto da sua família. Não ler o livro de Paul não era uma opção. 

A morte é um tema que sempre nos assusta. Perder alguém não tem explicação. Perder alguém que claramente vai cedo de mais também não tem explicação. Ser capaz de escrever um livro nestas condições é extraordinário. 

Paul faz um relato tão bonito e tão intenso sobre a sua vida, as suas escolhas, o seu amor e a sua morte. 

É tocante a forma como escolheu encarar a tragédia que se abateu sobre a sua vida. 

Ler este livro deveria ser obrigatório para todos. Até porque, como ele mesmo escreve, todos nós vamos morrer um dia e o que realmente faz a diferença é como lá chegaremos e a humanidade com que vivemos os nossos dias. 

Paul era um homem bom, no verdadeiro sentido da palavra. Um homem com consciência. Que procurou sempre a verdade do seu caminho e isso não pode deixar de ser louvado. 

Aquilo que mais me prendeu ao livro, para além do forte relato na primeira pessoa foi a sua capacidade de colocar tantas questões, tão importantes para todos nós, num só livro, por vezes numa só frase. 

Talvez todos devêssemos partir de uma única premissa: todos vamos morrer, como posso fazer a minha vida valer a pena? 

Paul e a sua esposa Lucy decidem ter filhos e prolongar o seu amor sobre a forma de uma menina, Cady. 

Foram muitos os trechos deste livro que me emocionaram mas este foi o primeiro que me fez realmente chorar: 

"What are you most afraid or sad about?" she asked me one night as we were lying in bed.
"Leaving you" I told her. 

Paul também fala da sua relação com Deus e com a fé. Fala do seu caminho de raiva, negação e aceitação. 

As últimas paginas deste livro deixaram-me de rastos. Chorei muito. Enfrentar a morte é um acto solitário. Ver alguém morrer também. É algo que nos transforma e nos acompanha e não tem explicação. 

Recomendarei este livro a toda e qualquer pessoa que procure, tal como eu, viver uma vida com significado. Por que no fim, todos vamos morrer, mas o que fazemos da nossa vida é eterno. 



Por fim, uma entrevista com o Dr. Paul Kalanithi. 

Reflexão

Já há algum tempo queria escrever sobre isso mas ainda não tinha encontrado as palavras certas para o fazer. 

Vivemos na era digital onde tudo aquilo que antes era privado virou público e tudo aquilo que seria expectável não aparecer é aquilo que mais é partilhado. 

Ainda que muitos digam que a internet e as redes sociais vieram transformar a nossa sociedade e impor padrões pouco acessíveis eu acredito que a internet só veio expôr aquilo que viver em sociedade é e sempre foi: uma luta. 

Lutamos para ser aceites, lutamos para agradar, lutamos para conviver com os outros, lutamos pelas nossas opiniões, lutamos para mostrar o nosso valor e muitas outras coisas. Mas nesse  caminho, por vezes esquecemos que não somos os únicos a lutar. Esquecemos que nem sempre a nossa luta é a mais importante e que lutar sozinho é muito mais difícil do que acompanhado. 

Esquecemos também muitas vezes que temos que lutar por nós, por aquilo que nos faz feliz e nos preenche. 

E esquecemos também de nos aceitar. Aceitar quem somos, aceitar o nosso corpo, o nosso caminho, aceitar o que construímos e as opções que fizemos ao longo da jornada. 

A pressão é grande. O que estudaste? Onde trabalhas? O que fazes? Que vais fazer nas férias? Para onde vais? Está sol, ficas por cada? E os festivais? E os concertos? Um lista imensa de cobranças que exige de nós um esforço sobre-humano para corresponder às expectativas criadas. Um esforço psicológico e também financeiro. Existe uma sociedade consumista que nos assombra e que por vezes está camuflada e não nos damos conta de como estamos envolvidos por ela. 

Existe um mar de preconceitos, um mar de ideias pré-concebidas daquilo que devemos ser e de como devemos agir. E o que será de nós se não cumprirmos com aquilo que é esperado de nós? 

Mas crescer é muito isso. Entender que apesar de tudo isso que existe desde sempre e vai existir para sempre, a vida é nossa, quem manda nela somos nós e nos cabe a nós decidir o que fazer com ela. 

Digo isto de coração leve e com a certeza que todos os dias cresço um pouco mais e me sinto cada vez melhor na minha própria pele. Não que isso não acontecesse no passado mas é algo que com o tempo se torna mais intenso em mim e talvez eu só esteja mais consciente que esse processo existe e é real. 

Mas este texto tem como proposta ser positivo e constatar que o mundo é o mesmo, a sociedade é a mesma mas nós somos capazes de ser diferente. Temos cabeça para pensar. E isso é mais que uma dádiva. 

Independentemente da sua crença e/ou religião, que a Páscoa ou esse período de feriados e consequentemente descanso sirva para fazermos um pequeno detox daquilo que não nos faz bem e que sejamos capazes de fazer mais e melhor por nós e por quem nos rodeia. 

Feliz Páscoa! 

Filmes na prateleira

O meu fascínio pelos livros e pelo cinema vem da minha profunda admiração pelas pessoas que conseguem tocar o coração de outra pessoa com uma história, uma frase ou apenas algumas imagens. 

Não sou nenhuma expert mas ao longo dos anos fui acumulando alguns filmes amor e que apesar de terem feito parte de fases muito diferentes da minha vida não deixam de fazer sentido até hoje.

Blue Valentine. Não me lembro bem quando me tornei mega fã do Ryan Gosling mas certamente Blue Valentine tem parte da responsabilidade. 


Juno. Girl Power desde sempre. Lembro-me de ter ficado muito impressionada com este filme e sem dúvida fez-me pensar. 


The Perks of Being a Wallflower. O livro é lindo. O filme também. Para mim é obrigatório para todos. 


Captain Fantastic. O mais recente da lista. Filmaço. Quem não viu não sabe o que perde. Não quero dar spoilers mas uma das últimas cenas é das mais perfeitas que já vi.


500 Days of Summer. Preciso dar alguma explicação? Tipo mantra mesmo! 



SOL

Vamos falar da chegada do sol? 

Nasci num país solar, tropical, cheio de cores e vivi mais de metade da minha vida numa cidade à beira mar plantada. 

Não será então surpresa para ninguém que nada me deixa mais feliz que um dia de sol. 

Tenho a sorte de não ser daquelas pessoas que sofrem com a ausência do sol. Até curto bastante uns dias cinzentos e um friozinho básico. Aliás, 70% do sucesso da minha mudança para Inglaterra deve-se ao facto de não me incomodar nada viver largos meses com frio e chuva. 

Eu sei que isso não é válido para todos e cada um sente a mudança das estações de um jeito diferente. 

Mas agora que a primavera chegou é como estar de dieta por meses sem comer um doce e finalmente chegar a um ponto em que te libertas e comes uma fatia do teu doce preferido. 

A chegada do sol é isso para mim. Ele não me faz falta, eu não sofro com a sua ausência, mas quando ele chega é uma delícia.  

A roupa fica mais leve, o ânimo fica lá em cima, os planos começam a ganhar forma e tudo fica melhor. 

Além disso é muito engraçado ver como as pessoas reagem ao sol. De um dia para o outro, estamos todos sentados em esplanadas, de chinelo no dedo e t-shirt como se em pleno Verão estivéssemos. 

Por aqui, a lei é não perder um segundo que seja de sol. E isso só torna as coisas melhores, mais divertidas e também com mais significado. 

Seja bem-vindo Abril. Mesmo que seja de águas mil, já valeu pelo sábado de sol de hoje. 


Para ler, ver e ouvir.

Como tenho ficado mais tempo em casa, tenho aproveitado para ler mais, ver mais filmes e séries e ouvir mais música. Sim, isso mesmo, ouvir mais músicas. Já disse isso muitas vezes por aqui mas trabalho tão perto de casa que tudo aquilo que fazia em 1 hora nos transportes  públicos não consigo mais fazer. Parece incrível mas parar para ler ou ouvir música em casa tornou-se uma tarefa difícil que tenho tentado retomar. Mas chega de conversinha que passei aqui para deixar 3 sugestões para vocês. Para ler, ver e ouvir. Num mundo ideal poderia me comprometer com vocês e tornar isto uma coisa semanal ou mensal mas infelizmente não quero prometer algo que não sei se conseguirei cumprir. 

Para ver: Love 
Quem me acompanha por aqui sabe que devorei a primeira temporada em 3 dias e fiquei completamente apaixonada pelos personagens. No passado dia 10 de Março, a segunda temporada foi finalmente liberada e apesar de ter tentado não ver tudo de uma vez acabei por devorar a série em 3 dias novamente. Recomendo muito. Das coisas que mais gosto na série: é real e simples e a banda sonora está no ponto. A segunda temporada vem mais madura e adorei que é uma continuação da primeira temporada, sem grandes saltos no tempo ou mudanças radicais como por vezes acontecem em outras séries. 

Para ler: Somebody to Love, The Life, Death and Legacy of Freddy Mercury.  
Freddy Mercury é o melhor entertainer de todos os tempos. A melhor voz, a melhor interpretação, o melhor show, enfim o melhor. Há muita gente boa mas ele é inigualável. Se gostam tanto dele quanto eu precisam ler o livro. Está bem escrito e faz um paralelo bem interessante entre o momento que ele descobre a doença com o próprio boom da doença pelo mundo. Historicamente está quase perfeito na forma como conta a evolução da doença no mundo e na vida do artista. 

Para ouvir: 
Chance the Rapper - Colouring Book 
Divide - Ed Sheeran 
Aqui é muito uma questão de gosto pessoal. Não quero dizer se é bom ou não. É o que eu gosto e o que tenho ouvido no pouco tempo que tenho para me dedicar à música! 



Bom domingo e até breve!

Aqui estamos!

Escrever e manter o ritmo não é fácil. Trabalhar de 2f a 6f, das 9h às 18h não nos permite executar tudo o que temos em mente. Criar algo bom exige tempo e dedicação. Muita dedicação. Uma das coisas com as quais mais luto é a tentativa de recriar no papel, numa foto, num texto aquilo que idealizei na minha cabeça. Não atingir aquilo que visualizei não é aceitável para mim e se não está como idealizei simplesmente não sai do rascunho. 

O que me atrai no mundo dos blogs é a partilha inteligente, conteúdo relevante, ter algo a acrescentar nem que seja para 1 única pessoa que me leia. A cobrança para uma partilha impecável vem de mim e não tem como contornar. Ainda que o meu desejo seja de manter o ritmo, de vos inundar com informação boa, interessante, válida, isso nem sempre é possível. Não quero, de forma alguma, olhar para trás e não me sentir confortável com aquilo que escolhi publicar e por esse mesmo motivo a partilha tem sido menor. 

Plataformas como o Facebook e o Instagram nos permitem uma partilha mais imediata mas não quero de forma alguma deixar de escrever aqui. 

Este é um lugar que é meu e idealizado por mim e talvez por isso mesmo eu seja um pouco chatinha com aquilo que é publicado por aqui. 

A verdade também é que estou numa fase bem caseirinha. Fim de Inverno, alguns dias ainda bem frios e chuvosos fazem-me querer ficar em casa sem grandes planos. O objetivo é também poupar um pouco e aproveitar mais quando os dias forem mais quentes e mais longos. 

Posto isto, tenho alguns livros para ler (pelo menos uns 4!) e alguns filmes para ver. Aliás, comecei ontem mesmo com um filme que vai directamente para o meu Top 10, Captain Fantastic. Que filmaço! Se não viram ainda, vejam. Tudo está bem feito no filme! 

 Um das minhas séries preferidas de 2016, Love,  acaba de lançar a 2 temporada no Netflix e estou muito animada para ver! Tenho também algumas viagens para planear que espero poder partilhar aqui convosco.

Bom sábado e até breve!